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Conheça o High Line, o parque que está fazendo sucesso em Nova York

Você, possivelmente, já deve ter ouvido falar do High Line, aquela antiga linha de ferro suspensa que foi transformada em jardim público. Então, se você está planejando uma viagem a Nova York, não deve deixar de conhecer o High Line que já se tornou uma das maiores atrações da cidade.

Como surgiu o High Line?

A história do High Line começou por volta de 1847, quando a administração da cidade de Nova York decidiu construir uma estrada de ferro, em um trecho da 10ª Avenida no lado Oeste da Ilha de Manhattan, destinada ao transporte de mercadorias. Por se tratar de uma via no nível do chão, oferecia grande perigo para aqueles que transitavam no local. Foram tantos os acidentes que a New York Central Railroad, empresa que controlava a linha, contratou vários homens que ficavam montados em seus cavalos agitando bandeiras coloridas para alertar os transeuntes da aproximação dos trens. Com o tempo, estes homens ganharam o apelido carinhoso de West Side Cowboys.

À partir de 1929, quando o West Side (o lado Oeste da Ilha) passou por um grande projeto de requalificação urbana, a antiga estrada de ferro foi substituída por outra que passaria a correr sobre uma estrutura metálica, alguns metros acima do solo. Estavam, portanto, lançadas as bases do nosso High Line que conhecemos hoje. A proposta era tão sofisticada que a linha de ferro não passava sobre as ruas e sim no meio dos quarteirões, o que possibilitava que as mercadorias fossem carregadas e descarregadas nos portões abertos nos fundos das fábricas. Em alguns casos, os trens chegavam a entrar dentro dos galpões, como se pode ver em alguns trechos remanescentes da linha original, que ligava a Rua 34 com a Spring Street, já no coração do SoHo.

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High Line, em Nova York

Entretanto, à partir da década de 1950, o uso da linha começou a declinar em decorrência da concorrência com os caminhões. O último trem passou por ali em 1980 e, logo em seguida, a linha foi abandonada e quase demolida durante a gestão do prefeito Rudolph Giuliani (1994/2001). Em 1999 foi criada a ONG “Amigos do High Line”, comandada pela designer de moda Diane von Fürstenberg, que havia transferido seu escritório para aquela região em 1997, conseguiu, através de um extenso programa de eventos beneficentes, arrecadar dinheiro suficiente para a recuperação e transformação daquela linha abandonada.

Inspiração em Paris

A inspiração veio de uma intervenção semelhante, executada na cidade de Paris em 1993. Naquela cidade também existia uma linha de ferro elevada, que havia sido abandonada e, posteriormente, transformada em um parque linear com cerca de 4km de extensão. O Coulée Verte René-Dumont, também conhecido como Promenade Plantée, havia se tornado a primeira obra do gênero no mundo e se tornou o ponto de partida para o grupo de visionários que ocupavam o entorno do High Line.

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Promenade Plantée, primo parisiense do High Line de Nova York

O projeto ficou a cargo do escritório Diller Scofidio + Renfro e o projeto paisagístico do holandês Piet Oudolf. Em 2009 foi aberto o primeiro trecho do High Line que ligava a Rua Rua Gansevoort à Rua 20. Em 2011, ficou pronta a expansão até a Rua 30 e, recentemente, foi aberto o último trecho até a Rua 34.

Como conhecer?

Sem dúvida, a melhor maneira de conhecer os 2,3 km de extensão do High Line é fazendo um tour a pé, sobretudo se estiver acompanhado de um guia local que conheça a região e todas as atrações que podem ser vistas ao longo do percurso, inclusive os detalhes construtivos da obra. O projeto paisagístico previu o plantio de vegetação nativa, inclusive com a preservação de algumas espécies que nasceram ali entre os trilhos, quando o local ainda estava abandonado o que transformou o High Line em um maravilhoso parque linear. Durante a caminhada é possível fazer uma parada para relaxar nos bancos e espreguiçadeiras que foram instalados em vários recantos criados ao longo do caminho.

Região de grande visibilidade 

Nos últimos anos, a região servida pelo High Line tem ganhado prédios projetados pelos mais renomados arquitetos do momento, como a sede da companhia de tecnologia IAC, projetada pelo americano Frank Ghery (2007); o edifício residencial no número 100 da 11ª Avenida, projetado pelo francês Jean Nouvel (2011); o edifício residencial do número 550W da Rua 28, projetado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid (2017) e a principal atração, o novo Museu Whitney, projetado pelo italiano Renzo Piano.

Cercado pelos restaurantes badalados e lojas de design do Meatpacking District e pelas galerias de arte do Chelsea, o High Line desde a sua inauguração, tornou-se parada obrigatória para quem deseja conhecer um dos lugares mais descolados de Nova York.

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