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11 de setembro: World Trade Center – A história completa

World Trade Center – Da Tragédia à Apoteose

Muito já se falou sobre os atentados de 11 de Setembro e seu impacto na sociedade ocidental. Entretanto, pouco se houve falar sobre as sensações que a reconfiguração daquele espaço tem causado nos visitantes, visto que nos últimos meses este tem se tornado um dos locais mais visitados de Nova York.

Durante muito tempo discutiu-se o que fazer com aquele grande vazio deixado pelas monumentais torres que impuseram sua presença no skyline da cidade desde 1972. Se por um lado as famílias das vítimas defendiam a ideia de que nada poderia ser erguido naquele sítio, pois este deveria se transformar em um santuário em homenagem às vítimas, por outro lado a cidade clamava pela reconstituição morfológica da ponta sul de Manhattan. Para muitos moradores e até mesmo para os visitantes, aquelas torres não eram apenas prédios de escritório, eram também balizas urbanas usadas para se direcionar na cidade.

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O World Trade Center havia encerrado a era dos grandes arranha-céus em Nova York, tendo sido a última grande obra do século XX na cidade, século este que foi marcado pela soberania nova-iorquina em relação ao resto do mundo. Desde 1902, Nova York serviu de arcabouço para uma sucessão de recordes, começando com a inauguração do Edifício Flatiron, na época o prédio mais alto do mundo. Logo, o Flatiron perdeu o título para o edifício-sede da Companhia de Seguros Met Life (1909), seguido pelo Edifício Woolworth (1913); Edifício Chrysler (1929); Edifício Empire State (1931) e, finalmente, o World Trade Center em 1972. Entretanto, no alvorecer do século XXI, o símbolo máximo da representação de poder americana sucumbiu à barbárie.

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O alvo principal havia sido meticulosamente escolhido. Desde a sua inauguração, as torres gêmeas do World Trade Center haviam se tornado grandes representantes do status econômico da nação, sobretudo por sua altura. Mesmo tendo sido ultrapassadas em 1973 pela Torre da Sears, em Chicago (atual Willis Tower), as Twin Towers, como eram carinhosamente chamadas pelos nova-iorquinos, continuavam sendo o símbolo máximo da soberania econômica americana.

Este processo de verticalização nos Estados Unidos se revestiu de especial importância desde a construção do Edifício Chrysler em 1928/30. Ele havia se tornado, não apenas o prédio mais alto do mundo, título até então atribuído ao edifício 40 Wall Street, mas também a mais alta estrutura já erguida pelo homem, ultrapassando os 300 metros da Torre Eiffel em Paris. Não se tratava apenas de uma conquista técnica, era uma conquista simbólica. O símbolo do progresso havia se transferido, definitivamente, do Velho Mundo para o Novo Mundo. Além disso, o Chrysler foi construído em um dos momentos mais dramáticos da história econômica dos Estados Unidos, marcado pela quebra da Bolsa de Nova York em 1929.

Esta seria apenas uma amostra do poder de recuperação dos americanos que, nestes anos do período entre guerras, já se consolidava como a maior superpotência do século XX. Este poder de recuperação seria apresentado novamente ao mundo, décadas depois, em decorrência dos atentados de 11 de Setembro.

A criação do World Trade Center – O nascer de um mito

A primeira proposta de construção de um centro mundial de comércio surgiu em 1943, durante os turbulentos anos da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, foi apenas no início dos anos 1960 que, por sugestão dos irmãos David e Nelson Rockefeller, este último o então governador do Estado de Nova York, que a ideia realmente se concretizou.

Da mesma maneira que está acontecendo atualmente com o novo complexo do World Trade Center, a proposta original também esteve cercada por um polêmico mar de críticas. Assim que a Port Authority of New York and New Jersey (Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey) decidiu pela construção deste complexo comercial na parte oeste da extremidade sul de Manhattan, dezenas de pequenos comerciantes de eletroeletrônicos e pelo menos uma centena de moradores foram compulsoriamente desalojados de suas propriedades. A região conhecida como Radio Row perderia, portanto, 13 quarteirões de sua área original, mesmo após a ação movida pelos antigos proprietários na Suprema Corte dos Estados Unidos.

As demolições, que se iniciaram em 1966, assim como as obras de fundação do novo complexo geraram milhares de toneladas de entulho, terra e rocha que foram lançadas no Rio Hudson para complementar uma área de aterro, que já vinha sendo feita há alguns anos, conhecida hoje como Battery Park City.

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Com isso, foi liberado um grande terreno com cerca de 60.000 m² para a construção do mais grandioso empreendimento comercial do país. O projeto foi encomendado ao arquiteto americano Minoru Yamasaki que pensou inicialmente em duas torres com 80 andares cada, posteriormente ampliadas para 110 andares. As torres foram erguidas com um sistema de estrutura metálica tubular moldurada que permitiu a criação de grandes espaços, livres de pilares e paredes.

As laterais eram compostas por faixas paralelas de metal e vidro que se separavam nos andares térreos criando uma sequência de arcos ogivais com nítida referência à verticalidade das catedrais góticas da Idade Média. Este design, assim como a esmagadora escala das duas torres, foram fonte de severas críticas vindas do Instituto Americano de Arquitetos e de especialistas em história das cidades e estudos urbanos como o sociólogo e crítico literário Lewis Munford e a ativista e escritora Jane Jacobs.

Entre 1975 e 1985, o complexo do World Trade Center ganhou outros 5 prédios que se tornaram completamente inexpressivos diante da grandiosidade das torres gêmeas. Em um típico dia de semana, cerca de 50.000 pessoas trabalhavam nas torres, que chegaram a ter seu próprio Zip Code – 10048 (o Zip Code equivale ao C.E.P. do Brasil). Os três últimos andares da torre sul eram ocupados por um observatório aberto ao público, enquanto nos dois últimos andares da torre norte funcionou o lendário restaurante Windows on the World, que chegou a ser o restaurante mais rentável dos Estados Unidos.

A destruição das Torres Gêmeas – a primeira grande tragédia do século XXI

Mesmo com todas as críticas sofridas, o World Trade Center havia se tornado um dos maiores ícones da soberania americana, que o destino se encarregou de selar naquela trágica manhã de terça-feira, 11 de Setembro de 2001. Às 8:46hs da manhã, o vôo 011 da American Airlines aingiu a torre norte, entre o 93º e 99º andares. Às 9:03hs, foi a vez do vôo 175 da United Airlines atingir a torre sul entre o 77º e 85º andares. Às 9:59hs aconteceu a queda da torre sul, seguida pela torre norte às 10:28hs.

Na tarde do mesmo dia, o WTC-7, um prédio de 42 andares que fazia parte do complexo, não resistiu à queda das torres e desabou às 17:20hs. Todos os outros prédios também sucumbiram aos ataques e as partes remanescentes seriam posteriormente demolidas. A sede do Deutsche Bank, que se erguia em frente à torre sul sofreu danos tão severos em sua estrutura que teve de ser demolido posteriormente.

Depois de 11 de Setembro, o Ocidente jamais seria o mesmo. Entretanto, como a Fênix, a mitológica ave que renasce das cinzas, surge o novo World Trade Center.

O Concurso para o Memorial das Vítimas de 11 de Setembro

O concurso para a criação de um memorial das vítimas de 11 de Setembro foi iniciativa da Port Authority (as Autoridades Portuárias) em conjunto com a Lower Manhattan Development Corporation (LMDC), órgão criado em Novembro de 2001 com o objetivo de requalificar a área diretamente atingida pelos ataques. A LMDC é uma subsidiária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Nova York e dispunha, na época, de 10 bilhões de dólares em fundos do governo que deveriam ser aplicados na requalificação daquela área.

O concurso, lançado em 28 de Abril de 2003, recebeu inscrições entre 9 e 30 de Junho do mesmo ano. Foram 5.201 propostas vindas de 49 estados americanos e 63 países estrangeiros. Estavam, portanto, lançadas as bases para o renascimento do World Trade Center. Para ser considerado um potencial candidato, o projeto do memorial deveria contemplar 5 diretrizes básicas, de acordo com as especificações do arquiteto Daniel Libeskind, coordenador de planejamento do novo complexo:

• Reconhecer cada indivíduo que foi vítima dos ataques terroristas, em 11 de Setembro de 2001 e em 26 de Fevereiro de 1993, quando uma bomba explodiu no subsolo da Torre Norte.

• Criar uma área para visitação e contemplação.

• Definir uma área para as famílias e entes queridos das vítimas.

• Criar um espaço separado e acessível para os restos não identificados das vítimas.

• Manter visíveis os locais onde haviam sido erguidas as torres.

Além disso, o memorial deveria transmitir a magnitude das perdas geradas pelos ataques, assim como reconhecer a sacralidade do espaço por meio da reflexão e da contemplação. Um júri composto por artistas, arquitetos e personalidades de diversas afiliações, incluindo o bilionário David Rockefeller, escolheram 8 finalistas, cujas maquetes foram apresentadas ao público em Novembro de 2003. Em 6 de Janeiro de 2004 foram anunciados os vencedores do concurso.

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“Reflecting Absence” – Refletindo a Ausência – Proposta vencedora do concurso para o Memorial das Vítimas de 11 de Setembro

O arquiteto inglês Michael Arad em parceria com o arquiteto paisagista americano Peter Walker foram os vencedores do concurso com a obra intitulada Reflecting Absence (Refletindo a Ausência), um espaço que expressava claramente as sensações de perda e ausência geradas pela destruição das torres gêmeas e pelas milhares de vidas que se perderam nos atentados de 11 de Setembro de 2001 e 26 de Fevereiro de 1993.

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A proposta consistia em um grande espaço aberto onde se destacam duas formas quadradas, rebaixadas em relação ao nível da rua. Estes quadrados, que se assemelham a piscinas com um espelho d’água no fundo, além de terem as mesmas dimensões das antigas torres, coincidem com o local exato onde elas haviam sido erguidas. As laterais dos quadrados são cascatas que alimentam a lâmina d’água no fundo que, por sua vez, reflete o céu do sul da ilha de Manhattan, de onde vieram os aviões naquela trágica terça-feira. Os dois quadrados, ou piscinas como têm sido chamados conformam, na verdade, dois grandes vazios que remetem à ausência das torres. Os dois memoriais inverteram os vetores de observação. Se antes as torres apontavam para o alto, agora os espelhos d’água direcionam os olhares para baixo.

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Este efeito ficaria ainda mais reforçado com a inclusão de quadrados menores, localizados no centro dos espelhos d’água e também rebaixados em relação a estes, por onde é feito o escoamento final da água. Entretanto, o fundo destes quadrados menores não pode ser visto por quem passeia pela praça, o que tem causado uma dupla reação nos visitantes. Se por um lado o movimento das águas sugere a renovação da vida, por outro, o fato de não conseguirmos enxergar o fundo e, consequentemente, o destino final daquela água, pode causar um certo desconforto.

Como complemento deste efeito dramático que poderia rivalizar, guardando as devidas proporções, com o drama das igrejas barrocas, foi incluído um parapeito de bronze ao redor das duas piscinas, que serviu de suporte para a inscrição dos nomes de todos aqueles que perderam a vida nos atentados de 1993 e 2001. Este memorial é, sem dúvida, um local de reflexão e contemplação que tem atraído multidões de visitantes que por ali passam todos os dias para prestar as devidas homenagens às vitimas e também para experimentar as sensações propostas pelo lugar.

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Por fim, como um gesto simbólico, o memorial foi inserido dentro de um bosque criado por dezenas de Carvalhos Brancos, provenientes de áreas próximas a Nova York, Washington DC e Pennsylvania, locais onde ocorreram os atentados. Esta espécie foi escolhida devido à sua resistência, durabilidade e pela variação de cores das folhas ao longo do ano. Esta praça arborizada funciona, também, como a cobertura do Museu de 11 de Setembro, que ocupa grande parte do subsolo e foi pensada dentro dos ideais de sustentabilidade. A água da chuva, por exemplo, é coletada, armazenada em tanques e, posteriormente, usada na irrigação dos Carvalhos.

“Survivor Tree” – A Árvore Sobrevivente

Dentre todas as árvores que compõem este imenso jardim, existe uma que merece destaque especial devido à sua comovente história. Imediatamente após a queda das torres, os bombeiros iniciaram uma busca desenfreada por possíveis sobreviventes. Nos dias que se seguiram ao ataque, dezoito indivíduos foram resgatados do meio de uma montanha de quase 2 milhões de toneladas de escombros. No início de Outubro, poucos dias após os ataques, Rebecca Clough, uma funcionária da Secretaria de Obras Públicas de Nova York, encontrou, inacreditavelmente no meio dos destroços, uma árvore ainda com vida.

Era uma das inúmeras Pereiras, espécie comum nas ruas de Nova York e que circundavam toda a área do World Trade Center. A árvore havia sofrido severos danos em decorrência da queda das torres, sendo que a quase totalidade de seus galhos haviam sido quebrados e sua casca completamente carbonizada. Apesar disso, algumas folhas continuavam a brotar, mesmo estando a árvore ainda soterrada pelo entulho.

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Após ter sido cuidadosamente retirada pelos bombeiros, a árvore foi levada para o Arthur Ross Nursery, um berçário de plantas localizado em Van Cortlandt Park, no Bronx, onde os jardineiros do parque se esforçaram para que a árvore, com pouco mais de dois metros de altura, pudesse se recuperar. Durante algum tempo a existência desta árvore ficou incógnita até que, em 2007, Ronald Vega, gerente de projetos do Memorial de 11 de Setembro, tomou conhecimento desta comovente história.

Imediatamente, a Pereira passou a fazer parte do novo projeto do World Trade Center e, em 2010, foi replantada entre os dois memoriais, em meio aos demais Carvalhos. Hoje ocupa local de destaque naquele jardim e tornou-se um símbolo vivo de resistência, renascimento e esperança.

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Museu de 11 de Setembro – memórias e controvérsias de um tributo

De todas as construções que fazem parte do novo complexo do World Trade Center, o Museu em memória às vítimas é, sem dúvida, o espaço que desperta as mais intensas emoções. Foi projetado pelo arquiteto Davis Brody Bond, que trabalhou em parceria com Michael Arad e Peter Walker no Memorial de 11 de Setembro, anexo ao museu.

Um volume prismático em aço e vidro foi erguido ao lado dos memoriais e serve de entrada para o museu que ocupa grande parte do subsolo do antigo World Trade Center. São 10.000 m² de área que inclui, inclusive, o espaço imediatamente abaixo das duas grandes piscinas, onde estão os vestígios das fundações das antigas torres.

O principal objetivo da criação deste espaço seria fazer uma reflexão a respeito do impacto deste ato de barbárie na sociedade ocidental. Além disso, o museu deveria funcionar como um centro de documentação a respeito dos atentados de 1993 e, principalmente, os de 11 de Setembro de 2001. Durante os anos que sucederam aos ataques, centenas de objetos foram guardados no interior do Hangar 17, no Aeroporto JFK, à espera de um espaço onde a história dos atentados pudesse ser revisitada à luz de um novo tempo.

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Após sua inauguração em 2014, os visitantes puderam, finalmente, ter acesso à história completa dos atentados, narrada por meio de artefatos autênticos recuperados dos escombros, gravações dos celulares das vítimas e, por fim, os vestígios arqueológicos deixados pela queda das torres.

Ao entrar no museu, ainda dentro do pavilhão prismático de vidro, a primeira peça da exibição já causa um grande impacto no visitante. São dois fragmentos da estrutura metálica que sustentava a Torre Norte, com cerca de 25 metros de altura cada. Estes fragmentos compunham o embasamento da torre e criavam o efeito de arcos ogivais, semelhantes aos arcos das catedrais góticas da Idade Média.

Mas o mais impressionante de todos os ambientes do novo museu é o Hall das Fundações, um espaço com cerca de 1.500 m² e 20 metros de pé direito. O grande salão não impressiona apenas por suas dimensões, mas principalmente pela parede de contenção em concreto, construída para conter o Rio Hudson. Neste espaço também estão expostos diversos objetos como uma válvula que controlava a entrada de água do Rio Hudson, usada na refrigeração dos equipamentos de ar condicionado e, também, as fundações das estruturas metálicas das torres.

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O museu oferece aos visitantes peças igualmente impressionantes, como um caminhão do Corpo de Bombeiros, o motor de um dos elevadores, fragmentos da fachada e até mesmo a base da antena que foi instalada no topo da Torre Norte em 1978.

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Desde a sua inauguração, o museu tem sofrido severas críticas, principalmente de familiares das vítimas. Estas críticas se fundamentam basicamente no fato do museu cobrar uma entrada para visitar os vestígios de uma tragédia sendo que, no subsolo repousam os restos mortais de 1.115 vítimas. Além disso, completam o espaço do museu uma lanchonete e uma loja de souvenir, duas instalações completamente inapropriadas para o local. Mesmo assim, o museu continua atraindo milhares de visitantes diariamente e se tornou parte indissociável do novo World Trade Center.

O Novo World Trade Center

Logo após os atentados de 11 de Setembro, a cidade de Nova York, além de ter que enfrentar a irreparável perda de milhares de vidas, teria também que conviver com a ausência de uma de suas obras mais emblemáticas. Apesar de toda a controvérsia que cercou o processo de reconstrução do World Trade Center, algo novo deveria surgir naquele sítio que, à partir de então, havia se transformado em uma das páginas mais dramáticas da história da humanidade.

Quatro novas torres, projetadas por arquitetos mundialmente conhecidos, um memorial e um museu em memória às vítimas, um teatro e uma nova estação de metrô deveriam ser as novas balizas do projeto, que previa também outras intervenções menores, inclusive duas torres em terrenos adjacentes. O destaque principal ficou por conta do WTC-1, também conhecido como Freedom Tower, ou Torre da Liberdade, com seus 104 andares e 1776 pés de altura. As dimensões não poderiam ser mais simbólicas porque 1776 foi o ano da independência americana. O projeto ficou sob a responsabilidade do arquiteto americano David Childs, do conceituado escritório Skidmore, Owings & Merril, com colaboração do arquiteto polonês radicado nos Estados Unidos, Daniel Libeskind, responsável pelo plano do novo World Trade Center.

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O projeto para o WTC-2 ainda paira sob dois grandes nomes da arquitetura internacional, o inglês Norman Foster, autor da primeira proposta e o dinamarquês Bjarke Ingels. WTC-3 foi projetado pelo arquiteto italiano, radicado na Inglaterra, Richard Rogers, o mesmo que projetou o Centro Georges Pompidou em Paris. WTC-4 ficou a cargo do arquiteto japonês Fumihiko Maki.

Mas a grande apoteose e, também, a mais polêmica obra do complexo seria a nova estação de metrô e trens suburbanos, conhecida como Oculus. O projeto foi encomendado a um dos mais proeminentes arquitetos do momento, o espanhol Santiago Calatrava que, conforme sua prática projetual, criou uma estrutura diferente de tudo jamais visto até então.

A palavra “Oculus” vem do latim e significa “Olho”. Em arquitetura, o “Oculus” (ou Óculo em português) seria um tipo de abertura de formas curvas, às vezes circular, às vezes elíptica, usada desde a Antiguidade Clássica e muito recorrente no Período Barroco. A estação ganhou este nome devido à uma abertura de vidro na parte superior que, em dias de sol e calor, se abre para mostrar o céu da cidade.

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Cercada por uma avalanche de críticas, Oculus abriu oficialmente suas portas em 2016 e se transformou instantaneamente no local mais visitado de Nova York. Mesmo os nova-iorquinos, enfurecidos pelo valor estratosférico de 4 bilhões de dólares gastos na construção, se renderam à sedução gestual de Calatrava. A gigantesca estrutura metálica de formas orgânicas, com suas ousadas vigas em balanço, funciona como cobertura para a estação construída no subsolo, aberta como um grande salão. A forma, inevitavelmente, se assemelha à uma águia, um dos mais fortes símbolos dos Estados Unidos, desde a Guerra da Independência. Ou então, para aqueles com uma visão mais esotérica, a Fênix que renasce das cinzas.

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Desta forma, mesmo em meio a tantas polêmicas o novo complexo do World Trade Center, aos poucos, vem recompondo o tecido urbano de Nova York, rasgado durante os atentados de 11 de Setembro. Grandes empresas têm apostado na capacidade de recuperação desta área e passaram, sistematicamente, a ocupar os novos espaços disponíveis. Entre elas estão a Condé Nast, que recentemente transferiu sua sede da Times Square para a Freedom Tower; a Apple, que abriu sua mais nova loja na cidade, dentro do Oculus e o superbadalado Eataly, que inaugurou suas novas instalações dentro do WTC-4.

Estando em Nova York, o novo World Trade Center é, sem sombra de dúvidas, o lugar a ser visto. O mundo inteiro, que acompanhou estupefato, o espetáculo da barbárie pode, agora, acompanhar o espetáculo produzido pela arquitetura.

U.S Travel
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A U.S. Travel é uma empresa especializada em atender o público brasileiro, que acumula 30 anos de experiência neste segmento, tendo sido responsável pela operação completa da Soletur Viagens em Nova York por quase 10 anos. Desde então vem atendendo regularmente as maiores operadoras de turismo do Brasil como Latam Travel, Trend, Flytour, Agaxtur, American Travel, Best Buy Hotel, Meeting Point e Orinter, entre outras.

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